São muitas as escolhas que tomamos sem entender o que significam.
Daniel nunca iria saber o que Caio realmente sentiu por ele. Nunca iria saber o quanto significou em sua vida. Mas mesmo assim ele teria feito tudo novamente.
Daniel acordou com o celular tocando naquela sexta-feira.Era quinze para meia noite.
“Eu preciso te ver”.
“Agora?”.
“Por favor”.
Daniel se trocou e esperou Caio em frente de casa. Não sabia o que tinha acontecido, mas queria ajudar.
Em silêncio Caio o levou para seu apartamento. Entraram no número trinta e três.
“Não sei o que está acontecendo comigo. Me sinto sozinho”.
Daniel não sabia o que falar e por isso talvez fosse melhor não dizer nada. Ele apenas abraçou Caio.
Os dois conversaram enquanto bebiam vinho. Pela primeira vez conversaram sobre suas vidas. Sobre seus sonhos.
Daniel segurou a mão de Caio e o beijou. Sentiu sua pele macia e seu cheiro. Sentiu sua fragilidade e percebeu que Caio, apesar de seus vinte e quatro anos, também era um garoto.
Aquela noite foi o único encontro que eles não transaram. Dormiram abraçados, um protegendo ao outro.
Não era sexo o que Daniel procurava. O que sua alma buscava desesperadamente era muito mais. Era algo que ele experimentou naquela madrugada.
Enquanto o dia vinte e seis de março nascia Daniel entendia finalmente que o que ele queria era um companheiro. Era alguém para dividir sonhos. Alguém para amar.
Escrito por Daniel