entremeado
“No tear que tece a nossa vida não há pontas soltas”

fev
10

Nós nos conhecemos assim tão de repente. Assim sem toque, sem beijo, sem língua, sem paladar.

Nós nos conhecemos, nem lembro onde ou como, nos conhecemos. Nos encontramos pelo acaso.

Nós nos encontramos, nos conhecemos, jogamos conversa fora. Jogamos fora também o medo.

“Você acredita em destino ?”

Eu não acreditava, mas beijei. Ele acreditava e por isso me beijou. Será que os fins justificam os meios? Ou os meios justficam os fins? Será que foi Deus. Que foi Zeus. Afrodite.

Nos conhecemos, um beijo, um começo, uma oportunidade. Assim, com felicidade, com olhares, com desejo.

Telefones, pensamentos, músicas, detalhes.

“Você acredita em amor?”

“Eu acredito em nós”.

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fev
09

Foi só quando olhei para ele deitado na cama que percebi. Foi só quando acordei que me lembrei como era bom tê-lo. Fazia tempo que não sentia aquilo, depois de tantos anos, e seria com ele que tudo terminaria. Que tudo recomeçaria. Mas onde tinhamos errado no passado? Seria nossa juventude, nossos medos e receios? E agora estavamos lá, nós dois dividindo a mesma cama, nos beijando, como se todos os homens que tivessem passado em nossas vidas desde o último encontro nunca tivessem existido.

Ele acordou, seu olhar ainda doce, seu sorriso ainda meigo, seu corpo despido e sua voz rouca dizendo bom dia. Bom dia ao amor, bom dia ao futuro. Ao nosso futuro. Por que demoramos tanto para nos encontrar? Para nos reencontrar. Seria uma segunda chance da vida, uma segunda chance para o amor?

Eu deixei de acreditar no amor depois dele. E foi com ele que comecei a acreditar. O sol entrava no quarto já, talvez fosse dez da manhã, talvez mais, talvez menos. Talvez o destino existisse, afinal no encontramos depois de anos sem contato. Nossa última briga, quanto tempo levei para superar toda a mágoa? Quanto tempo será que ele levou?

Nos trocamos e nos despedimos com um beijo ainda no hotel. Tinha nascido algo dentro de mim e eu o queria novamente, só não sabia se seria tolice insistir em um erro.Se seria tolice insitir no amor.

fev
05

Porque no fundo meu único inimigo sou eu mesmo.

jan
30

Fevereiro, carnaval, trabalho, estudo, respostas, preces, amor, música, muita música, beijos, poesia, livros, histórias, personagens, mudanças, atitude, fé, esperança, alegria, risadas, amigos, futuro.

É preciso viver cada dia como se fosse o último, cada mês, cada semana, aproveitar cada segundo, saber saboriar a vida pode parecer simples, mas não é.

“O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraido”

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jan
29

Talvez você diga: “bem, minha vida não está exatamente de acordo com as minhas expectativas”.

Se, entretanto, a vida lhe perguntasse: “o que você tem feito por mim?” Qual seria a sua resposta?

Não adianta querer encurtar o caminho: é preciso equilibrar o Rigor e a Misericórdia, disciplina e entrega. Nada acontece sem esforço, nem mesmo os milagres. Para que um milagre ocorra, é preciso ter fé. Para se ter fé, é preciso vencer a barreira dos preconceitos. Para se derrubar barreiras, é preciso coragem. Para se ter coragem, é preciso dominar o medo. E assim por diante.

Vamos fazer as pazes com nossos dias.É preciso não esquecer que a vida está do nosso lado. Também ela quer melhorar.

Vamos ajudá-la.

Paulo Coelho

jan
27

Ah! A vida é uma festa, já dizia a Xuxa

É hora de descomplicar as coisas. Não precisa sorrir, você não está no BBB9. E eu me pergunto em que momento eu perdi meu senso prático da vida? Ninguém disse que namorar seria simples, a gente pode ver na ficção, não é? Mas acontece que eu perdi o controle da situação. Estou ficando louco. Então resolvi dar um basta. Vamos descomplicar, a vida é uma festa. Pra que tanto ciúme, tanta briga por nada? Já dizia minha mãe, não faça tempestade em copo d’água. Roubaram minha cueca e foi o fim da picada. Não preciso e nem vou me irritar mais por causa dos outros. Vamos ser mais práticos, parar de reclamar e fazer algo para que mude a situação. Vamos descomplicar as coisas e festejar. Tomar o controle da nossa vida.

e “Eu mato, eu mato, quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato”

Está chovendo homem lá fora e eu já peguei o meu rsrs.

Quero mandar um beijo para Mister Angel, Autor, Fabi, Edu, Mr. T, Wendy, pra minha mãe e pro meu pai.

Este Post GAY tem o patrocínio de Incompletudes. (Beijo K rsrs).

PS. E eu não me esqueci de você amor, beijo na boca.

jan
27

Tem dias que eu penso em desistir de escrever, desistir de tudo. Tem dias que eu quero mudar, viajar, dias que eu eu não quero mais ser eu. Como se assim conseguisse mudar o passado, conseguisse mudar o que fiz. Tem dias que eu quero ser forte, que eu quero ser duro – comigo e com os outros. Dias que o calor é pouco para me esquentar. Tem dias que eu quero ser muitos, que eu quero brincar, fazer rir, mas tem dias que eu faço chorar, mesmo sem querer, que eu posso magoar e ser magoado também.Tem dias que pouco pode ser tudo, e o silêncio pode salvar. Tem dias que a melhor companhia é a solidão e que o melhor remédio é o tempo. Dias em que quero fugir de mim mesmo, como se esquecendo de mim eu pudesse renascer.

Daniel Henrique

dez
27

Nem sei por onde começar.Meu nome?Minha idade?Minha vida?No fundo nada disso importa.Sou mais um entre tantos.Mais alguém tentando encontrar a felicidade.

E minha história é mais uma entre muitas.Algumas com final feliz e outras não.

E pensar que tudo começou quase que por brincadeira.Que meu olhar me traiu e o desejo invadiu minha mente e meu corpo.Eu tinha só quatorze anos de idade.Nunca tinha sentido aquilo.Nunca tinha imaginado sentir.

Ele usava só uma bermuda preta.Suas pernas, sua barriga, seu corpo mais velho do que o meu.

E eu olhei.Simplesmente olhei.

A primeira memória que tenho é dele.Não me lembro do seu nome, só sei que tinha seus dezoito anos.

Hoje sei que foi desejo.Era o começo mesmo sem eu querer aceitar.Não foi escolha.Não teve culpados.Era desejo, era corpo, era completamente loucura.Uma loucura que iria transformar minha vida para sempre.

Quantas escolhas temos em nossa vida?E quantas coisas já estão destinadas a acontecer?Eu não escolhi ser diferente.Ninguém escolhe.

Nunca mais o vi, mas mesmo sem nunca ter tocado ou falado com ele sua imagem ficou na memória.Tenho ele como ponto de partida, despertou o que já existia escondido.

Podia ser qualquer outro.Ou nunca podia ter acontecido.

Mas aconteceu, e mudou tudo.

***

Entremeado

Meu corpo já não reconheço.
Nem a face no espelho.
Nem as palavras que saem da minha boca.
Nem aquelas que já não saem mais.

Minhas atitudes já não são mais minhas.
Como também não são meus os sonhos.
E se me pergunto não ouço respostas.
E se me procuro não encontro ninguém.

No espelho quebrado do armário
Já não sei quem eu vejo.
Desejo e medo nos olhos.
Na alma apenas segredos.

Sem destino eu sigo sozinho.
Sem saber quem eu sou.
Morrendo a cada amor.
E renascendo com a dor.

Daniel

***

FELIZ 2008 para Todos que me acompanharam neste Entremeado de Palavras.

PAZ, SAÚDE E AMOR.

BEIJÃO.

out
11

Já era madrugada quando o telefone tocou. Eu não acreditei quando ouvi a voz dela do outro lado.
Eu não questionei as razões por ela ter partido.
Ela sabia que não precisava me dar explicações.
Conversamos como se fôssemos novamente amigos do colegial.Como se nada tivesse acontecido depois.
Ela queria me ver.E isso era tudo o que eu queria.
Marcamos para sexta-feira.
E nada importará neste feriado, não seremos Daniel nem Carolina.Esqueceremos a vida que temos e viveremos, durante um dia, a vida que optamos não ter.

SEGUINDO ESTRELAS

Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê, não vê

 

Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê

 

Já não consigo não pensar em você
Já não consigo não pensar em você
(Herbert Vianna)

out
01

Ele me beijou ardentemente.
Não pediu, me roubou.
Não era pecado, não era crime, nem tinha dor.
Ele me beijou sem saber quem eu era.
Sem saber se desejava.
Ele me beijou.

Seu corpo tocou o meu como madrugada quente.
Sua pele arrepiou.

Ele me beijou
E agora o beijo dele é também o gosto da minha alma.
Ele me beijou e eu beijei também
Intensamente desejando mais do que um beijo.

Suas mãos fizeram de mim brinquedo.
Sua voz de mim seu escravo.
Me enlouquecendo em seus abraços.

Ele me beijou enfeitiçando.
Seus olhos hipnotizaram sem saber.
Ele se despede no horizonte.
Me beijando e fugindo sem ter-me.

set
11

Quer ir a algum outro lugar?”.

Chegamos no apartamento dele alguns minutos depois. No carro conversamos pouco, ele sempre tentando puxar assunto e eu sem conseguir responder.
Ele era perfeito demais para mim. Eu era só um garoto, dezessete anos, mochila nas costas e um uniforme do colegial. Ele era um homem.
“Fica a vontade, quer um pedaço de bolo? Vou trocar de roupa, volto já”.
Estava sozinho na sala enquanto ele se trocava. Comecei a tremer, devagar colocava os pedaços de bolo na boca, pensando no que estava fazendo. Era melhor ir embora.
Ele voltou do quarto com uma bermuda verde e uma camiseta branca. Tentei disfarçar, mas não conseguia mais. Fiquei olhando para suas pernas.
Ele sentou-se ao meu lado, perguntou se tinha gostado do bolo. Ele também não conseguia disfarçar mais, pegou minha mão e me olhou nos olhos.
“Posso?”.

Ele perguntava se podia. Eu queria.
Ele tirou minha camiseta e me deu um beijo. Suas mãos quentes passaram pelas minhas costas. Devagar ele tirou sua roupa e nós ficamos em pé.
Nos beijamos, nos tocamos, sentindo cada um o corpo do outro.
Aquela noite foi única, assim como ele foi único em minha vida.

As ruas estavam escuras e silenciosas. Caio não disse nenhuma palavra ao me levar para casa. Eu não conseguia pensar em nada, queria apenas dormir e sonhar com o que tinha acontecido.
“A gente se fala?”.

“Claro Caio, a gente se fala”.
Subi as escadas enquanto ele desaparecia na escuridão da noite.
Lembrei-me do banho que tínhamos tomado juntos. Lembrei-me de cada segundo, do sorriso, do olhar.
Será que na outra manhã eu acordaria e me sentiria um homem?Será que alguma coisa mudaria?
Fui para o meu quarto, todos já estavam dormindo. Deitei e comecei a chorar.
Não queria chorar, mas as lágrimas vinham. O que eu tinha feito?Tinha ido longe demais?
Só sei que dormi com o rosto molhado, a alma leve, o corpo cansado e a imagem dele na cabeça. E hoje ainda penso muito nele. Não queria, mas penso. E nem posso dizer que foi amor, mas mesmo assim ele marcou, afinal foi o primeiro.
Não quero dizer palavras poéticas como se estivesse apaixonado. Não quero estar apaixonado por alguém que não vejo a tanto tempo. Pois Caio já não faz mais parte da minha vida.

abr
03

Não é medo que habita minha alma.O gosto dela é amargo.O amargo da angústia, não sei se angústia pela culpa ou pela raiva.Por ter mentido ou por ter sido enganado por quem confiava.
Triste alma que já tem a solidão como destino.Triste alma que morrerá sem sentir o gosto do amor.Que morrerá a cada dia que se passa, levando com ela os pecados que meu corpo provou.